5- SERVIÇOS IPv6

Os diversos e diferenciados tipos de serviços tais como tráfego de vídeo, voz, imagens, multimídia entre outros hoje em uso na Internet e com tendencias de crescimento a cada dia, faz com que o IPv4 com seus 8 bits para atender os tipos de serviços, sejam tratados de outra forma. No IPv6 o campo Priority em conjunto com o Flow label que identifica um fluxo contínuo de dados tem como funcionalidade de negociar a Qualidade de Serviço (QoS). O tipo de manipulação necessária pode ser indicada diretamente para o roteador através do RSVP (ReSource reserVation Protocol) ou por informações no cabeçalho estendido opcional Hop-by-Hop. (SILVA 1998).

5.1 - QoS

Os campos de Flow Label e Priority no cabeçalho são usados para identificar aqueles pacotes que necessitam de "cuidados especiais". São pacotes originados de aplicações multimídia ou de tempo real (SILVA 1998).

5.1.1 Flow Label

São 24 bits que podem ser usados para identificar um tipo de fluxo de dados (algo como uma conexão ou circuito virtual). Classifica-se em fluxo orientado aquele que demanda muitos pacotes, e fluxo não-orientado aquele que não demanda muitos pacotes, muito tráfego. A tabela a seguir apresenta alguns exemplos de aplicações para esses tipos de fluxo.

TRÁFEGO ORIENTADO TRÁFEGO NÃO-ORIENTADO
FTP DNS
Telnet SMTP
HTTP NTP
Multimídia POP
  SNMP

Prioridades.

O uso deste campo não é explicitamente definido, mas imagina-se que m fluxo orientado necessita uma atenção maior que um fluxo não orientado. Caberia aos roteadores negociarem quais são as medidas a serem tomadas. Dentro de cada categoria (orientada ou não) haveria um identificador de fluxo que sugeriria o tratamento daquele caso. Quando os roteadores recebessem um pacote com determinado identificador de fluxo, consultariam uma tabela onde recuperariam o tipo de tratamento (TANEMBAUM, 1996).

5.1.2 - Prioridade

Este campo determina a prioridade do datagrama em relação a outros datagramas na mensagem de origem. Todos os pacotes de determinado fluxo devem ter a mesma prioridade, portanto estes são dois campos usados em conjunto. Espera-se que esse campo identifique e priorize aplicações iterativas, como sessão remota.

O uso efetivo se dá quando o pacote enfrenta um tráfego congestionado. Valores de 0 a 7 nesse campo lidam com transmissões (geralmente TCP) que podem ser retardadas no caso de um congestionamento. Valores de 8 a 15 se referem a aplicações cujo tráfego é constante e um atraso implicaria em perda de informação, como vídeo e áudio.

5.2 - Mapeamento de Endereços em Nomes

O serviço Domain Name System (DNS) é de extrema utilidade para o protocolo IPv6. O documento DNS Extensions to Support IP version 6, especifica um novo tipo de campo DNS de 128 bits denominado AAAA ou quad A, que permite mapear nomes de domínios em endereços IPv6. Foi também definido o mapeamento de endereços IPv6 em nomes.

Este campo (suportado já nas versões 8.1.x do BIND) permite a utilização de DNS de modo transparente: se um host com pilha dupla efetuar uma query DNS e receber um endereço de 32 bits, utiliza IPv4; se o endereço for de 128 bits, utiliza IPv6. O software BIND versão 8.1.x apresenta atualmente suporte para IPv6 (querys e campos quad A) (SILVA 1998).
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